Crescimento real de receitas e despesas primárias revelam que São Paulo mantém o equilíbrio

Na reunião com lideranças municipalistas, o governador Geraldo Alckmin apresentou uma
informação que chegava naquele momento ao Palácio dos Bandeirantes: dados oficiais comprovando que a política de contenção de despesas nos últimos meses gerou resultados positivos, equilibrando despesas e receitas.
Os levantamentos foram feitos com base em dados do Tesouro Nacional, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e do IBGE. Foi possível, por exemplo, fazer uma comparação com despesas e receitas do governo federal.
‘‘Conseguimos um ponto de equilíbrio, o que nos garante um certo conforto e tranquilidade’’, disse o governador.

Fonte: Tesouro Nacional, Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e IBGE

Os gráficos mostram uma comparação
entre governos federal e estadual. No federal, desde 2011 os gastos continuam crescendo. Até
2011 havia equilíbrio, mas a partir desse ano as despesas subiram, enquanto as receitas se mantinham em uma evolução bem menor. Em 2013, a curva de receitas começou a cair acentuadamente, descolando das receitas.
No governo de São Paulo, entretanto, a situação é completamente diferente. Até 2012 o crescimento permaneceu praticamente colado tanto em receita como despesa.
Em 2013, a arrecadação apresentou um susto: cresceu bem menos que as despesas. Isso obrigou o governo a reduzir gastos e adotar políticas de austeridade. Como resultado, já nos primeiros meses de 2014 os gastos diminuíram até se encontrar com a linha de receitas. É preciso acentuar que as receitas apresentaram queda, mas bem inferiores às do
governo federal. No mês de 2015, despesas e receitas já estavam caminhando juntas.
‘‘O governador Alckmin estava empolgado ao falar sobre estes resultados, porque mostram o sucesso de sua política administrativa’’, disse o presidente da APM, Carlos Cruz.