O primeiro painel do 10º CBTIM – Congresso Brasileiro de Tecnologia da Informação dos Municípios –, na tarde de terça-feira, dia 03, foi sobre Gestão do Conhecimento.
O coordenador da mesa, Celso Matsuda, abriu os trabalhos, afirmando que a APM é uma entidade tradicional que congrega prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores e demais membros que tratam dos problemas de 645 municípios. “A APM faz um movimento forte, representando os municípios paulistas”.
Celso é coordenador do Grupo Técnico de Gestão do Conhecimento e Inovação da Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização da Prefeitura da cidade de São Paulo. Ele apresentou os palestrantes – Osmar Silva e Ricardo Kenzo Motomatsu – e ressaltou que os dois representam organizações que efetivamente implementam a gestão do conhecimento. “No CBTIM do ano passado, o viés de abordagem foi com relação à inclusão digital. Agora, estamos falando de cidade digital em termos de gestão do conhecimento, de compartilhamento e fusão de informações”.
Osmar Silva, responsável pelas áreas de Geoprocessamento e pela gerência de governo e contas estratégicas da Autodesk, falou sobre Cidade Digital. Ricardo Kenzo, da diretoria de governo da Atech Tecnologias Críticas, abordou o tema Gestão do Conhecimento – cidade integrada sob o olhar do cidadão.
Eles falaram sobre ferramentas de TI e deram ideias e sugestões de implantação de TI nas prefeituras. “As prefeituras podem utilizar o software de algum provedor ou consorciar com várias prefeituras da região e fazer o compartilhamento”.
Após o coffee break, Celso Matsuda anunciou os outros dois palestrantes: Roberto Agune, coordenador do GATI – Grupo de Apoio Técnico à Inovação da Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo; e Guilherme Ari Plonski, professor Doutor da FIA – Fundação Instituto de Administração. “O Agune participou da equipe de implantação do poupatempo e tem sido pioneiro na introdução de tecnologias. O Plonski tem doutorado na área. São dois pioneiros no assunto”.
Agune abordou o tema Gestão do Conhecimento e Inovação em Governo, falando sobre a importância do uso da gestão do conhecimento e da inovação na área pública. “As ondas de inovação são cada vez mais rápidas e a velocidade de transformação da sociedade está cada vez mais dinâmica e mais assustadora. Temos que perceber essa transformação ou perdemos a corrida”.
Segundo ele, o fator mais importante nas organizações são as pessoas, o capital humano. “O que gera riqueza hoje é o conhecimento. O conhecimento embute valor, derruba barreiras físicas, abre o município para atividades novas, antes economicamente inviáveis, melhora a qualidade de vida dos moradores e amplia a perspectiva do prefeito”.
Ari Plonski abriu espaço para uma reflexão: qual é a essência da inovação? É técnica? É arte? Como isso se liga? “A inovação requer criatividade. Não basta ter o conhecimento; é preciso conseguir aplicá-lo para mudar a realidade”, salientou.
Em sua opinião, um dos desafios de transformar a tecnologia em inovação é entender qual a maneira que os usuários conseguem projetar uma solução adequada. “Valorizar a inovação no serviço público é um passo importante. Inovar é harmonizar. Temos que achar solução para que a sociedade seja participe desse processo”, concluiu.
Ao final deste painel, foi aberto espaço para perguntas e esclarecimentos de dúvidas. A programação do CBTIM se estende até quinta-feira. Nesta quarta, ocorrerão os painéis: Educação e Rede Social e Segurança, Planejamento e Finanças. Na quinta-feira haverá palestra do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e Gestão Pública.
Lembrando que a solenidade de encerramento está marcada para quinta-feira, dia 5, às 18 horas, com sorteio de um notebook e pen drives.
