Programação Especial discute problemas de aprendizagem – 23/03/2010

A segunda palestra da Programação Especial de terça-feira, no auditório II do Congresso Estadual de Municípios, foi sobre Diagnóstico Diferencial.

Dra. Lara Cristina Antunes dos Santos, coordenadora do ambulatório de desvios de aprendizagem da UNESP, de Botucatu, destacou que o diagnóstico é de suma importância para um melhor o nível de aprendizagem. Explicou como um bom diagnóstico é importante e citou exemplos, como as diferenças em uma lesão num adulto e em uma criança.

Segundo ela, no adulto a lesão fica mais fácil de encontrar e saber qual seu dano; já em uma criança deve-se monitorar muito, pois, não se sabe qual formação pode ter sido interrompida; mas ressalta a grande capacidade que as crianças têm de se desenvolverem e de se curarem mais rápido.

Outro ponto importante é investigar a fundo quando uma criança começa a ter dificuldades de aprendizagem. Dra. Lara deu um exemplo de uma criança que ficou durante vários meses tratando com uma pedagoga, pois, tinha muita dificuldade em aprender, mas mesmo com acompanhamento não conseguia progredir. Depois de um tempo descobriu – se que a criança tinha problemas auditivos e este era seu bloqueio para que aprendesse como as demais crianças. “A grande luta é contra o preconceito! O que realmente importa é saber do que ela é capaz!” Conhecer uma criança é tão importante quanto seu diagnóstico.

Existem vários tipos de dificuldade de aprendizagem:

Transtorno de Aprendizagem (genética ou neurológica) – Dislexia, disgrafia, discalculia, disortografia.
Transtorno de comportamento (a maioria dos casos) – Déficit de Atenção (hiperatividade), Superdotação intelectual (altas habilidades), transtornos psiquiátricos (autismo).
Para a Dra. Lara não adianta tratar um déficit de atenção, se não tratar uma anemia, ou apnéia do sono, pode não adiantar nada.

“A melhor forma de aprender é brincar, e amar é ensinar!”, garante a Dra. Lara.