11 CBTIM: convergência IP, softwares livres e padrões abertos são temas de palestras – 10/11/2010

Evento prossegue até quinta-feira, no Itu Plaza Hotel

Na quarta-feira, as atividades do CBTIM prosseguiram a todo o vapor. A primeira palestra foi sobre Convergência IP, ministrada pela diretora de vendas da Embratel de Campinas, Karin Camba de Almeida.

Karin mostrou exemplos do que é feito para atender os municípios, afirmando que eles possuem técnicos em todos os lugares, procurando sempre fazer ativação de todos os serviços. “Conseguimos nos inserir no contexto global como grandes empresas promissoras e seremos uma das patrocinadoras das Olimpíadas de 2016”.

Conforme destacou, a Embratel deseja atingir todos os níveis da cadeia de valor – desde o mercado residencial até a grande empresa. “Temos uma moderna rede de IP, pioneira na utilização de muitos serviços”.

Fábio Standke, responsável pela área de consultoria no interior do Estado, falou sobre os serviços integrados, as convergências em termos tecnológicos, os produtos da Embratel e as facilidades das redes vip, como bloqueio de chamadas, restrição de identificação de chamadas, identificador de chamadas (bina) e configuração multi-linhas – de duas a oito linhas.

Software livre

A segunda palestra no período da manhã foi sobre software livre e padrões abertos, da Caixa Econômica Federal.

O presidente da APM, Marcos Monti, antes de anunciar o painel enalteceu a parceria entre a Caixa e a APM, afirmando que a Caixa oferece diversos financiamentos aos municípios no sentido de aquisição de softwares. “É por meio da Caixa que muitos convênios de emendas parlamentares são assinados, com a sua supervisão”.

Na ocasião, aproveitou para anunciar que no dia 1 de setembro foi regulamentada a profissão de tradutor de libras, parabenizando o trabalho desses profissionais. “Há alguns anos nos comprometemos em todos os nossos eventos colocarmos os tradutores de libras, pois é uma forma de inclusão que a APM faz. Fica aqui nosso agradecimento aos profissionais que fazem a tradução por sinais”.

O palestrante José Carlos Gaspar, especialista em TI da Caixa Econômica Federal, mostrou a visão institucional da Caixa, sua missão, importância, os organismos de normalização de padrões e sobre padrões de documentos (ex: doc, xis, ppt, mdb).

Destacou a importância de se utilizar padrões abertos, explicando que nos padrões fechados existem muitos problemas, como diferenças nas versões, despesas com atualizações, dependência de fornecedor único, incompatibilidade com o legado, perda do acervo histórico e problemas de interoperabilidade. “Temos que pensar em longo prazo. Hoje talvez o município não tenha essa necessidade imediata, mas num futuro com certeza terá. Se de uma hora pra outra o município for obrigado a mudar e utilizar o padrão aberto, a mão de obra disponível no mercado terá que atender quantas demandas? Quanto vai cobrar?”, finalizou.