Na manhã de quinta-feira (14), o secretário de Estado da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voowald, este no 55º Congresso Estadual de Municípios, em São Vicente (SP), para apresentar a política educacional do estado no Governo de Geraldo Alckmin.
Voowald transmitiu alguns dados importantes aos congressistas sobre a educação não só em São Paulo, mas também no Brasil.
Segundo o secretário, quase 50% dos jovens brasileiros de 19 anos não conseguiram concluir o Ensino Médio. Dos que conseguiram, 10% tiveram um desenvolvimento razoável. “O Estado precisa resolver de forma urgente a qualidade do Ensino Fundamental e Médio. Como diferencial, estão as políticas anteriores que focaram questões fundamentais. Nós temos condições de fazer uma mudança rápida, desde que as políticas tenham efeitos”.
A Educação Básica já foi universalizada. “Conseguimos colocar mais de 95% das crianças na escola e avançar nesta questão. O Estado de São Paulo conta com bons currículos para o Ensino Básico”, ressaltou Voowald.
Aos congressistas, o secretário apresentou a proposta levada ao governador Geraldo Alckmin. “Temos dois objetivos, um deles é que São Paulo tenha a Educação Básica entre os 25 melhores sistemas educacionais do mundo até 2022. Isto será possível graças às políticas anteriores que se preocuparam em sustentar o currículo, considerando-se que educação pública de qualidade é prioridade”.
O segundo objetivo é que a carreira de professor volte a ser procurada no país. “O Brasil deixou de valorizar a profissão. Preocupa-se somente com o controle e se esquece do mais importante que é o detentor de conhecimento”, relatou Voowald.
O secretário ainda destacou que é preciso resgatar a dignidade do servidor de educação. “A deficiência está no educador. Devemos dar a devida importância através de uma política salarial para que o professor tenha seu esforço reconhecido”.
Ao final de seu discurso, Voowald mostrou medidas propostas pela Secretaria em curto e médio prazo. Em curto prazo, que “100% das crianças de 4 a 15 anos estejam na escola e que 90% dos jovens de 15 a 19 anos também consigam estudar. Vamos mostrar ao resto do país a importância que o Estado dá para o professor”, finalizou.
SESI/SENAI
No mesmo painel, “Os Desafios da Educação paulista e a Contribuição do SESI e do SENAI” foram apresentados pelo superintendente operacional das entidades, Walter Vicione Gonçalves.
Walter salientou que as instituições procuram implantar soluções para os programas educacionais. “Enfrentamos o desafio de universalizar a Educação Básica no país. O grande problema estaria na Educação Infantil. Se fosse feito um estado, constataríamos que São Paulo tem manchas de não-atendimento integral da criança de 0 a 5 anos. No Ensino Médio, nem todas as crianças de 15 a 19 anos estão estudando.
O superintendente relatou a necessidade de transformar a escola pública numa escola de excelência para todos e não para poucos. “Precisar ter uma destas em cada município. Uma escola para atender de forma igualitária e educativa as crianças, os jovens e os adolescentes. Que também promova a permanência do aluno, a aprendizagem centrada no aprender e não apenas no ensinar, já que o ato principal da educação é a aprendizagem”.
Por Alinne Fanelli
