Prefeitos debatem a importância da revisão do Pacto Federativo

O último painel do primeiro dia de atividades do 56º Congresso Estadual de Municípios tratou de um assunto bastante debatido em todos os discursos do evento e de extrema importância para os municípios: o Pacto Federativo.

Segundo o presidente da APM, Marcos Monti, se todos não se unirem em torno de um ideal, tudo será mais difícil. “Sempre falo pela unidade e da sua importância. Precisamos estar fortalecidos para caminhar juntos, com o objetivo de mudar a história dos municípios brasileiros”.

O prefeito de Itu e presidente da APRECESP, Herculano Castilho Passos Júnior, reforçou que há muito tempo essa união é pedida. “Estamos debatendo o tema há muito tempo. Esta divisão dos recursos entre governo federal, estadual e municipal é muito errônea e fica difícil continuar dessa forma. Esta pauta foi muito bem elaborada pela APM”.

Alguns exemplos foram citados pelos palestrantes com intuito de mostrar aos congressistas como é difícil administrar um município com orçamento insuficiente. “Temos obrigação de gastar 15% com saúde, porém, gastamos mais de 30% na realidade. Como podemos trabalhar se os recursos são escassos?”, indagou o prefeito da cidade de Juquiá e presidente do CODIVAR, Mohsen Hojeije. E continuou. “Se não formos atrás daquilo que queremos, não vamos conseguir nada”. Vale ressaltar que os municípios ficam com 17% do bolo tributário do país.

O prefeito de Álvares Florence e presidente da AMA, Alberto Cesar de Caíres, deu como exemplo a iluminação pública. “Já bancamos remédios, cirurgias, tratamentos e suportamos sem recurso algum. Em breve, teremos de arcar com as despesas de iluminação pública. É muito difícil”.

O prefeito de Garça e presidente da APREMCOP, Cornélio Marcondes, ratificou os discursos anteriores. “Estou de acordo com tudo o que os colegas apresentaram. Daqui a alguns anos, teremos dificuldades em ver pessoas de bem colocando seu nome para qualquer cargo, pois, como os recursos são baixos, ninguém irá querer tomar a iniciativa de administrar um município”.

Por: Alinne Fanelli