O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, participou na sexta-feira, 5, do 57º Congresso Estadual de Municípios.Uma frase de Campos é simbólica da união de esforços que o congresso possibilitou: “É preciso rever o pacto federativo”, disse ele, dando eco às várias manifestações de igual teor feitas pelo presidente da APM, Celso Giglio, em todas as oportunidades em que a divisão de poder e de responsabilidades entre União, Estados e municípios está em jogo.

“Fazemos este debate em um momento em que os municípios sentem efetivamente os efeitos de uma crise que começou lá fora e se aproximou do Brasil, mas que se faz presente, principalmente, na vida e no cotidiano dos prefeitos que estão aqui hoje. Isso porque onde a crise primeiro bate é na porta da prefeitura. Quando não, é na porta do próprio prefeito, é na do vereador, na porta daqueles que estão no dia a dia com as comunidades”, declarou o governador pernambucano.
O caminho para isso, disse Campos, é reconstruir a relação entre os entes da federação sem comprometer o crescimento econômico do país. Ele ressaltou a importância do 57º Congresso: “Debates com este conteúdo são importantes e nós temos que fazê-los com a preocupação de dar maior equilíbrio à federação brasileira. Para que possamos dar condições de resposta para quem está perto do povo (os municípios) e poder oferecer um serviço público à altura do que o povo brasileiro”.
Em sua fala após o governador de Pernambuco, Celso Giglio resumiu o discurso de Eduardo Campos: “Foi o depoimento de um verdadeiro municipalista”
