Apesar de ser um dos Estados mais ricos da federação, São Paulo também vivencia momentos difíceis em virtude da queda da arrecadação. Em entrevista à Agência CNM, o presidente da Associação Paulista de Municípios (APM), Marcos Monti, relevou que diversas cidades se mobilizaram no dia 19 de agosto como forma de protesto à crise. A matéria faz parte de uma série especial: a crise contada pelos prefeitos.
O gestor descreve como foi a movimentação no Estado. “Fizemos uma concentração dos prefeitos paulistas na Assembleia Legislativa. Mais de 200 prefeitos participaram. O evento foi denominado Municípios contra a Crise”. A proposta era despertar a atenção do Legislativo paulista, do governo do Estado, do Tribunal de Justiça do Estado e também do Ministério Público.
Em São Paulo, como ocorre em outras regiões do País, a máquina pública está dando sinais de falência. Os recursos são cada vez mais escassos e os gestores já começaram a fazer esforços para enxugar as despesas. “Muitos prefeitos estão fazendo os cortes necessários, diminuindo cargos em comissão, cortando onde dá. Mas mesmo assim, estão enfrentando dificuldades”, revela Monti.
Cumprimento da lei
Segundo o presidente da APM, o momento é delicado e se a situação não for revertida muitos prefeitos poderão sair prejudicados. “Com a queda da arrecadação, nós estamos chegando à conclusão que muitos prefeitos vão ter dificuldades em cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, alerta.
Gestores paulistas irão participar de uma audiência no Tribunal de Contas do Estado para explicar o drama enfrentado. A expectativa é que exista algum apoio do órgão.

