A visita do príncipe Mauricio van Oranje-Nassau à APM há pouco mais de dois meses estabeleceu um bom contato entre a associação e o governo da Holanda. Na ocasião, o príncipe apresentou uma tecnologia implantada em seu país quanto à reutilização do lixo. Mauricio cuida do desenvolvimento empresarial holandês e colocou o procedimento à disposição do mercado brasileiro.
Graças a este primeiro contato, o presidente da APM Francisco Rocha recebeu um convite para ver de perto como os equipamentos funcionam e já está em Amsterdã. “Existe uma Lei Federal que diz que, a partir de 2014, ou no máximo em 2015, todos os municípios brasileiros não poderão mais ter aterros sanitários. Então, estamos procurando tecnologias novas para auxiliar nossas cidades a resolver esse impasse e, uma delas, é esta que a Holanda propõe com o príncipe”.
Segundo o presidente, o lixo poderá render muito para a indústria química. “Ele poderá ser transformado num petróleo de baixa qualidade e ser aproveitado em algum tipo de derivado. Na Holanda, é feito em pequena escala. Vamos assinar um protocolo de intenções e, se inviabilizado o projeto, a APM terá a incumbência de direcionar os municípios que poderão se beneficiar da tecnologia”.
Lincoln Magalhães, ex-presidente da APM e membro da diretoria, também está em Amsterdã. “Viemos visitar uma usina de processamento de resíduos sólidos. É um projeto bastante avançado que o governo holandês desenvolve. Em suma, auxilia no processo de decomposição de lixo que gerará um óleo combustível que pode ser bem aproveitado na área de energia”.
A diretoria da APM fará a visita ao equipamento de reciclagem, que fica na cidade de Baak, nesta quinta-feira (06). À noite, haverá um encontro com a embaixada brasileira.
Uma empresa nacional de grande porte no ramo químico também está com a diretoria da APM na Holanda que é uma das pioneiras a conhecer essa tecnologia.
