Municípios paulistas aderem à mobilização – 27/10/2009

Mais de 200 municípios do Estado de São Paulo aderiram à mobilização “Dia Nacional em Defesa dos Municípios” e realizaram manifestações no dia 23 de outubro.

Em Lins, por exemplo, foram confeccionados 10 mil panfletos, distribuídos pela cidade e encartados nos jornais, além de dois mil adesivos e colocação de seis faixas nas ruas.

A Prefeitura publicou artigos nos jornais, fez propagandas em rádios, colocou carro de som nas ruas, fez abaixo-assinado sobre a Moralização do Pacto Federativo e ato na Câmara.

A mobilização em Lins, liderada pelo prefeito Waldemar Sandoli Casadei, contou com a presença do presidente da APM, Marcos Monti; do presidente da Fiesp, Paulo Skaf; do prefeito de Guarantã, Iochinori Inoue; dos deputados Vinícius Camarinha e Jorginho Maluly, de vereadores de Lins e região, demais lideranças políticas e da população em geral, num total de 250 pessoas.

Em Fernandópolis, o prefeito Luiz Vilar de Siqueira reuniu cerca de 30 pessoas para apresentar a situação financeira do município. Os departamentos da Prefeitura ficaram fechados. O prefeito decretou ponto facultativo e antecipou o feriado do dia do servidor (28) para esta sexta-feira, assim como fez a Prefeitura de Uchoa.

Em General Salgado não foi diferente. A mobilização começou pela manhã, em frente à Prefeitura, reunindo 500 pessoas. Quase 100% dos setores da Prefeitura foram paralisados.

Em Sarutaiá, os próprios alunos elaboraram frases de mobilização com alerta à crise e afixaram os cartazes nas escolas. O maquinário da Prefeitura também ficou exposto no centro.

No município de Holambra foi apresentada à população a real situação das contas públicas municipais e explicada a razão dos cortes ou redução de salários e a paralisação nos investimentos.

Outros Municípios

Em Monte Aprazível, foi decretado ponto facultativo a todos os moradores para que a comunidade participasse das mobilizações.

Em Potim, foi feito movimento na Câmara, colocação de faixas, cartazes, crachás, abaixo-assinado e divulgação na imprensa.

Em Coronel Macedo foi feita a paralisação dos serviços e a população foi conscientizada sobre a crise.

Em Potirendaba, a prefeita Gislaine Franzotti realizou uma reunião com a presença de lideranças municipais, para mostrar a atual situação dos municípios em razão da queda das receitas.

A cidade de Indiaporã confeccionou faixas e paralisou os funcionários. O prefeito de Floreal, Gilberto de Grande, também aderiu ao movimento, fazendo a paralisação de todas as atividades, exceto dos serviços essenciais, e concedendo entrevistas à imprensa.

Em Valinhos, foram reivindicadas mais verbas na área da Saúde e Educação, principalmente com relação à merenda escolar e transportes de alunos. Com relação ao ICMS, pleitearam o aumento na participação dos municípios no bolo do estado.

As prefeituras de Riolândia e Quatá paralisaram as atividades, colocando faixas sobre a mobilização. No município de Platina, o prefeito providenciou faixas, decretou a paralisação, fechou a Prefeitura, mantendo os serviços internos, e colocou máquinas e veículos em lugar de destaque.

A APM recebeu inúmeros emails das prefeituras e entidades regionais informando o que estava sendo feito durante a mobilização, na sexta-feira. Os municípios de Votuporanga, Álvares Florence, Nova Luzitânia, Três Fronteiras, Canitar, Ubatuba, Rancharia, Santópolis do Aguapeí, Bertioga e outros municípios do estado de São Paulo também fizeram manifestações, como paralisação dos serviços, colocação de maquinários, faixas e coletivas à imprensa.

A mobilização contou, ainda, com a participação das seguintes entidades regionais: FRIM (Frente Regional Integrada dos Municípios), CIVAP (Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranamanema), UNIPONTAL (União dos Municípios do Pontal do Paranapanema), AMA (Associação dos Municípios da Araraquarense) e AMAT (Associação dos Municípios do Alto Tietê e Região).