O último painel de quarta-feira, no auditório I, do 54º Congresso Estadual de Municípios, contou com a presença da Secretária de Estado de Saneamento e Energia, Dilma Seli Pena.
Dilma falou sobre os desafios e avanços da universalização dos serviços de saneamento, por meio do Plano de Saneamento do Estado de São Paulo. Ela apresentou o livro Saneamento – Plano Municipal Passo a Passo, editado pela secretaria e o Cepam. “A lei federal institui os planos de saneamento, mas não existia metodologia, por isso nos unimos ao Cepam para elaborar este manual. É um projeto estadual de apoio técnico à elaboração dos Planos Municipais de Saneamento (PMS)”.
Conforme destacou, a publicação é um instrumento para as prefeituras, câmaras legislativas e toda a sociedade que vai servir de referência sobre como deve ser prestado, acompanhado e fiscalizado o PMS. “Deve apontar e pactuar todos os indicadores de saneamento, os quais devem ser discutidos com o conhecimento de todos”.
Em seguida, os congressistas puderam conferir palestra do professor Luiz Menezes, o qual apresentou um novo projeto que dispensa produtos químicos para evitar o encrostamento das tubulações.
O novo projeto mostra como evitar que resíduos de sais comecem a formar crostas dentro das tubulações, evitando, assim, a formação de lodos e a criação de ambientes propícios para proliferação de bactérias.
Neste processo não há utilização de produtos químicos, apenas um procedimento físico, que usa a velocidade da água para provocar uma inversão de polaridades nos tubos, o que faz com que os íons de sal não sejam atraídos e formem crostas.
No caso de um tratamento químico existe o fator da corrosão, que pode denegrir as tubulações muito rapidamente, o que encarece a manutenção, além de não deixar a água pura o suficiente para se beber. Por isso o processo ajuda até no tratamento da água.
Por: Carlos Gustavo/Acadêmico Extensionista UNIFAE
Supervisão: Daniela Bertoldo/Assessoria de Imprensa APM
