O presidente da Associação Paulista de Municípios, Marcos Monti, falou da realização do Congresso Estadual de Municípios, em Campos do Jordão, reforçando o tradicionalismo do evento.
“São 60 anos ininterruptos. Há uma história do municipalismo não só paulista, mas também brasileiro, pois o Congresso motivou muitas outras entidades em outros estados a se organizar e defender a bandeira municipalista. Para mim é uma honra defender essa entidade de interesse dos municípios e do cidadão”, destaca Monti, que também é prefeito de São Manuel.
Monti reforçou 2016, ano este em que grandes dificuldades, em virtude da crise econômica, afetam diretamente os governos estaduais e federais. “Quando você tem uma economia recessiva e um viés de queda, afeta a arrecadação dos impostos e os cofres municipais, pois no pacto federativo cidades ficam com a menor parte dos recursos tributários”.
Por conta disso, o tema do Congresso deste ano, ‘Crise – Dificuldades e Oportunidades’, traz-se a oportunidade do debate sobre o assunto. “Os municípios sozinhos não vão conseguir sair dessa situação. Temos que estar unidos para buscar alternativas. No momento que a população espera que as coisas aconteçam, os prefeitos estão cortando gastos e isso afeta o cidadão. Trazemos o debate aos líderes municipalistas para que possamos colocar as dificuldades e propor alternativas e atravessar este período o mais rápido possível”, disse.
A crise e as oportunidades
Monti explica que o fator positivo da crise é o objetivo principal do evento. “Não adianta ficar reclamando que não chegaremos a lugar nenhum. Temos que colocar o dedo na ferida e mostrar qual a dificuldade e as alternativas para que possamos enfrenta-los. Sabemos que a única coisa boa de uma crise é que uma hora ela passa”, afirma.
O presidente da APM comentou também sobre os painéis voltados as eleições municipais, com as grandes mudanças na legislação eleitoral. “O ano eleitoral é uma questão de interesse, pois será a primeira eleição com as novas regras. Debater também essa crise econômica é importante para que os palestrantes nos coloquem perspectivas de futuro, sabendo como o gestor tem que se portar daqui até o encerramento do mandato”, cita Monti.
O presidente também destacou a programação para o público feminino, já tradição de muitos anos, voltada as primeiras damas e presidentes de fundos sociais. “É uma troca de experiências para que todas possam ver trabalhos desenvolvidos pelas comunidades, principalmente as mais carentes. É sempre importante que tenhamos essa integração”, resgatou.
Para finalizar, Marcos Monti, fala da importância de se prestar este tipo de serviço aos municípios. “O Congresso Estadual de Municípios é sempre muito rico. Nunca saíremos sem aprender algo novo”, conclui.

