Flautas, cavaco e violão iniciaram as exposições da Programação Especial do 55º Congresso Estadual de Municípios. Onze crianças selecionaram a composição de Zequinha de Abreu – Tico-Tico no fubá – para presentear os participantes da sessão solene de abertura que aconteceu nesta quarta-feira, dia 13.
Na ocasião, a coordenadora da Programação Especial, Dra. Andrea Monti, parabenizou o Projeto Social de São Vicente – “Chorões” – pela apresentação e ressaltou os ganhos adquiridos ao realizar encontros de municípios para troca de experiências. “Fico muito contente em saber que as mulheres estão em igualdade na sociedade. Através dos projetos podemos melhorar a qualidade de vida das pessoas e colaborar na construção de uma sociedade sustentável”.
A primeira palestra da Programação Especial foi ministrada pela presidenta da Codivap Mulher, Rosemira Siqueira, que explanou a atuação da Codivap na participação de representantes de 44 cidades paulistas que se reúnem com a finalidade de promover projetos de fundo social. O consórcio viabiliza a descoberta de atividades que são eficazes socialmente nos municípios para que sejam implementadas em outras cidades paulista.
A segunda palestrante do dia foi a presidenta do fundo social de Serra Negra, Zaira Antunes Franchi, que falou sobre o projeto Casa Dia – espaço onde recebem idosos para permanecerem durante o dia. “É um projeto não asilar em que o idoso tem acesso durante o dia, porém, retornam para os lares à noite, para não perderem o convívio familiar”, explica Zaira.
Em seguida, com o tema “Amor é o Caminho” a palestrante Dra. Maria Julia Paes da Silva trouxe assuntos de existencialismo, comportamentos, gestão pessoas e definições de diagnósticos. Com mensagens positivistas, conquistou a atenção dos participantes. “Um simples café na recepção de um consultório faz toda a diferença. Se mudamos nosso comportamento quem ouve também muda. Podemos dizer que o bom dia é mais que uma formalidade”.
A abordagem polêmica ficou a cargo da palestra sobre Tráfico de Pessoas, ministrada por Claudia Patrícia Lima, do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O objetivo principal da palestra foi mostrar como evitar o tráfico de pessoas, seja para venda de órgãos, exploração sexual, contrabando ou migração ilegal para outros países. “Os movimentos migratórios sempre existiram. Porém, com a globalização, os blocos econômicos se tornaram objeto de desejo para o combate da pobreza em países subdesenvolvidos”, enfatiza Claudia.
Aproximadamente 700mil a 4 milhões de pessoas são vítimas de algum tipo de tráfico no mundo. O Brasil representa 15% na exportação de pessoas para exploração sexual, principalmente para a Europa. “É necessária a criação de normas eficazes para evitar que esse índice continue ou até mesmo aumente”.
Por: Carlos Eduardo de Paula Sgnoretti
