Universalização do Saneamento é debatida pelos congressistas da 56º CEM

 

15/03/12 – Ainda pela manhã ocorreu no Congresso Estadual de Municípios o painel “Saneamento”, ministrado pelo secretário adjunto de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Dr. Rogério Menezes.

Primeiramente, ele comentou sobre os desafios para que a universalização do saneamento seja completa e que atenda todos os estados, representando 100% de água limpa e de esgoto tratado para o Estado. “Para que isto ocorra é necessário que a população de baixa renda faça a ligação nas redes de esgoto. O programa ‘Se ligue na rede’ oferece recursos financeiros para que as famílias de baixa renda façam a conexão de seu esgoto à rede pública”.

Por meio de slide, demonstrou os gráficos da urbanização e de renda do Estado de São Paulo em comparação aos dados de atendimentos de abastecimento de água e coleta de esgoto, analisando que São Paulo é privilegiado por ser responsável pela metade do tratamento de esgoto no país.

Ainda na análise, foi afirmado que atualmente a região metropolitana de São Paulo consome 432% em relação à vazão mínima disponível, ou seja, para atender o consumo de água desta região é necessária a retirada de água em outras bacias. “Por isto direcionamos o investimento de 1,5 milhão de reais para recuperar e preservar as mananciais da represa Billings e da represa da cidade Cotia”.

 

Outros investimentos

Todos os investimentos previstos para os anos de 2011 a 2020 foram explanados e representam na totalidade um valor aproximado de 20 bilhões de reais, além de outros 287 milhões de reais oriundos pelas iniciativas próprias dos municípios de São Paulo.

O palestrante sintetizou alguns dos programas que já estão em atuação no Estado, sendo eles: Onda limpa litoral, Água no litoral, Córrego Limpo, Tiete Pinheiro – Coleta e Tratamento e o programa Água é vida.


O assessor da presidência da Sabesp, José Aurélio Boranga, afirmou que a instituição, em parceria com o Governo Federal, quer sanar os problemas de saneamento no Estado de São Paulo e chegar até 2019 no patamar de países desenvolvidos, como o Japão. “Os investimentos são cada vez maiores, uma vez que a degradação do meio ambiente também intensifica ao longo dos anos, mas, como todos estes investimentos, intencionamos reduzir as perdas de água potável para 13% até 2105”.

Por:  Carlos Eduardo Sgnoretti