Inovação na Educação pós pandemia

Por Diego de Deus

Soluções inovadoras para os impactos na educação causados pela pandemia de Covid-19, foi o assunto debatido na sétima apresentação do 64 Congresso Estadual de Municípios, em Campos do Jordão – SP, nesta segunda-feira (28).

Esteve presente no painel, a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado de São Paulo – UNDINE, Márcia Bernardes, que viu a pandemia como um catalisador na implementação de ferramentas tecnológicas como parte do método pedagógico empregado nas escolas da rede pública, no estado de São Paulo: “O uso da tecnologia sempre foi algo encorajado pela Base Nacional Comum Curricular, a BNCC. Porém, a pandemia nos mostrou o quão estamos ultrapassados”, afirmou.

No entanto, conforme a presidente, é necessário a formação de um método pedagógico para a preparação prévia de professores para eles poderem utilizar a tecnologia de modo adequado e ter as competências necessárias para o emprego da tecnologia no cotidiano das escolas.

Elisiane da Silva, Diretora do Instituto Educacional Essência do Saber, ao afirmar que quem lidera a educação infantil e fundamental são os municípios. “Dados de antes da pandemia revelam que apenas 7% das crianças tinham proficiência em Matemática no terceiro ano  e apenas 9%, no nono ano. Alguém pode dizer que havia algo normal em dezembro de 2019? Não há normal para voltar. Quando falamos em tecnologia, estamos falando em adequação. O nosso cliente, que é a criança, já vive no mundo digital. A formação é fundamental e a preparação dos professores tem que acompanhar. A nossa reflexão hoje é que a inovação hoje, passa por cada um dos senhores”, disse.

Ela continuou “sempre que mexemos qualquer pedra no magistério há um reflexo político imediato e de ampla resistência.  E aí, quando o político não mexe, para não ter problema, chegamos ao século XXI com giz e quadro de lousa. A tecnologia tem que fazer parte do cotidiano das nossas escolas”, concluiu.

Paulo Menezes, gerente de educação empreendedora do SEBRAE-SP, lembrou que as competências digitais são uma necessidade e o “gap” de aprendizado é um fato, que está posto. “Acreditamos serem as competências empreendedoras que conseguem juntar estes elementos. Para incentivar os jovens para ir do físico ao digital e com isso mudar a realidade do local. Há em todos os escritórios regionais do SEBRAE, soluções que buscam capacitar as crianças e professores a este conteúdo específico”, explicou.

O secretário de Estado da Educação Rossieli Soares da Silva, apontou a necessidade de trabalho e de análise conjunta entre a rede municipal e estadual para solucionar deficiências apresentadas. Além disso, o secretário ainda enfatizou a eficácia da autonomia de aprendizado para que os alunos possam desenvolver habilidades socioemocionais que colaborem na formação destes estudantes.

“Para falar de inovação de empreendedorismo, precisamos corrigir o que estamos fazendo na educação. Precisamos de importantes mudanças curriculares. A própria reforma no ensino médio é focada em desenvolver o protagonismo dos jovens. Precisamos entender onde a educação está nos seus sonhos. Quais são as competências socioemocionais que teremos que desenvolver para abrir as portas para dar uma nova sustentabilidade educacional”, disse.